Luciana Couto

Pelo direito de me alienar por 5 minutos

Estava eu em casa, relaxada, no meu momento preferido do dia: a hora em que terminei tudo o que tinha que fazer e deixei o mundo de lado para ver televisão. Está bem, queridos intelectuais de plantão, podem vir com a conversa de que a TV aliena, que é o ópio do povo (ops, não, esse é o futebol), mas a verdade é que passo umas 12 horas do meu dia pensando e mereço terminá-lo vendo algo água-com-açucar. Se o Manoel Carlos me diz que o Leblom é o paraíso e que a nossa sociedade está preparada para lidar com as diferenças, o problema é dele. Se eu vou acreditar, o problema é meu.

Resumindo, gosto de ver as maldades da Márcia, que é o espírito que se esconde dentro de todas as pessoas ditas “de bem”. Se Freud escrevesse Páginas da Vida a chamaria de “Id” e a chata da Helena seria o “Super ego”, essa coisinha incômoda dentro de nós que está sempre gritando “você tem que ser politicamente correto, doe R$ 10 ao Criança Esperança e durma tranqüilo, seja amigo da escoloa…”.

E justo ontem quando me preparava para me entreter com a caixinha boba vejo o comunicado da Globo Internacional dizendo que sua programação, a partir de 1º de outubro,  só estará disponível pela Directv! Oh, mundo cruel! E nem me deram tempo de pensar em um plano B.

Tenho duas alternativas: 1) Deixo de comer e pago mais para poder ver a Globo, 2) Esqueço que existe programação e passo todo o meu tempo livre vendo meus DVDs de Friends (que sorte que não foi escrito pelo Maneco!), ou 3) Compro todas as temporadas de Sex and the City e mando a Globo para pqp!

Ops, disse duas alternativas e citei 3! Mas sabe como é, é que a televisão me deixou burra, muito burra demais.

Setembro 28, 2006 Publicado por lucianacouto | Sociedade, TV | | Sem comentários ainda